metodologia

Nossas propostas são orientadas por uma perspectiva crítica sobre a sociedade, unindo as áreas da Psicologia e do Serviço Social, pautando uma visão que se preocupa com as questões objetivas e subjetivas que constituem a realidade histórica e social.


Neste sentido, nossa agência vê com extremo cuidado a necessidade de elaborar ações de forma participativa, democrática e horizontal, buscando romper com estruturas hierárquicas que (re)produzem situações de invisilibidade. Assim, a agência busca atuar como um elo, aproximando realidades e viabilizando o fortalecimento de ações que efetivamente possam criar condições de possibilidade para operar mudanças na conjuntura social.


Os conceitos e métodos que orientam nosso trabalho seguem no sentido de fomentar processos de autonomia e emancipação; pautar a consciência crítica sobre as lógicas que sustentam contingências históricas; apostar em práticas que possam criar caminhos alternativos para comunidades, juntamente com o exercício da participação e controle social; mobilizar propostas que garantam a oferta de direitos; e fomentar o trabalho coletivo para a sustentabilidade das ações.


A Afeta mantém constante a preocupação em não tornar-se um instrumento de gestão do Estado ou do setor privado, apostando na linguagem como dispositivo de articulação possível entre a população e as instituições. Também é deste modo que pretendemos operar ações e projetos que, de fato, afetem o cenário instalado, gerando caminhos a partir dos quais as transformações objetivas e subjetivas possam se dar.


Considerando tais referenciais e o fato de a metodologia de trabalho ser participativa, boa parte das ações serão pensadas em conjunto com as pessoas envolvidas no processo. Abaixo, destacamos algumas das nossas possibilidades de trabalho.

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Mapeamento e Levantamento

Para a construção e realização de uma proposta de trabalho em qualquer local, é necessário conhecer o contexto e compreender as lógicas que o constituem para, a partir disso, realizar o levantamento das principais demandas que o atravessam. Nesse sentido, torna-se importante uma inserção aproximada do território e dos membros de cada localidade. Bem como identificação e diálogo com as lideranças, para que o levantamento e construção das propostas, sejam realizados de forma coletiva com a participação ativa dos membros da comunidade. Tal ponto é indispensável para o mapeamento  das demandas e implementação das propostas. 

 

Exemplos:

· Identificação e diálogo com lideranças comunitárias;

· Mapeamento do território para levantamento socioespacial e compreensão da realidade;

· Reuniões para reconhecimento do contexto e planejamento  de ações;

· Visitas aos campos de trabalho;

· Entre outras ações.

Articulação e Mediação

  

A articulação e a mediação acontecem a partir da aproximação com o contexto e com as relações sociais/institucionais ali presentes. Isso, em um movimento dialético que envolve interlocutores comprometidos com a transformação da realidade, a partir dos recursos locais existentes, trabalhando na criação de estratégias construídas em conjunto. Acreditamos que as pessoas envolvidas nesse processo se colocam em movimento na produção e reprodução da história. Por isso, demarcamos a relevância da articulação, do encontro com o outro, e da mediação, serem realizadas, levando em consideração, as noções de pertencimento e identidade.

 

Exemplos:

· Mediação entre o setor público e movimentos sociais/associações para realização de ações identificadas;

· Articulação e viabilização de parcerias de fomento à ações  sociais;

· Mobilização de recursos pessoais, financeiros e afetivos para a implementação de projetos;

· Promoção de práticas de intersetorialidade que viabilizem a interlocução entre equipamentos públicos;

· Fomento ao controle social;

· Entre outras ações.

(Trans)Formação

 Acreditamos que a transformação da realidade acontece no decorrer dos processos de formação, impulsionada pelo afeto em sua dimensão emocional e política. Assim, investir em formação e produção de conhecimento é também, transformar.

Nossas ações visam colocar o afeto em movimento de produção de uma realidade onde seja possível a promoção da autonomia a partir da concepção de consciência crítica, que possa gerar efeitos na participação social e no potencial coletivo.   

 

Exemplos:

· (Trans)Formação de pessoal com base em referenciais críticos que possam contribuir para se pensar as relações de trabalho, institucionais e comunitárias;

· Oficinas para trabalhos com políticas públicas;

. Trabalho com equipes de gestão ou técnica para formação temática;

. Atuação para exercício de controle social;

. Trabalhos com planos de gestão municipal e estadual;

. Entre outras ações.